Quem sou eu

Sou caotica, intensa e inteiramente fora da realidade da vida.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010


Que minha vida seja a partir de hoje uma festa. Que eu consiga esquecer o meu passado, aprendendo com ele para nunca mais errar. Que eu possa me esquecer das tristezas que senti e me alegrar com as coisas novas. Que eu esqueça as decepções que sofri e abra meu coração para o novo, para o mundo. Que eu me sinta livre para conhecer o que o destino vem trazer para mim. Que eu saia da minha solidão e conquiste o que mais quero…o meu mundo…a minha felicidade!

I dont know

Não sei o que acontece comigo. Mas acontece que não sei mais o que fazer. Sinto que cada vez mais, menos coisas fazem sentido. Perdida entre o que é certo e o que não devia ser. Vivo cada dia como se fosse o último e sempre com a sensação de que o dia anterior não existiu. Ou não fez a mínima diferença, já que o que eu mais queria ter, não me foi dado. E na verdade, me é cada dia mais retirado. Sim, eu quero o o que não posso. O que não devo. Ou o que é mais difícil conseguir. Sim, quero desafiar o destino. Driblar a mesmice e descartar o que é dado facilmente a mim. Sou assim. Infelizmente ou ironicamente, sou assim. Só me interesso por aquilo que é inalcançável. Improvável. E confuso. Mas é isso que mexe comigo. Isso que me motiva , que me revigora, que me domina. E que me deixa com essa sensação de impotência. Porque eu quero, mas não posso. Não alcanço. Eu sei de tudo e nada disso tem alguma explicação. E se nada faz sentido, é porque ainda há muito o que fazer. Vivendo dentro das minhas possibilidades continuo venerando o impossível. Evitando o inevitável. E sonhando com um desfecho avesso a realidade de uma história, que nunca aconteceu..

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Abriu as janelas e as portas também. Deixou a luz entrar e lavar tudo aquilo que andava frio demais. É que agora, ela não queria mais guardar.

''Queria saber onde estão aquelas pessoas de verdade, que a gente não compra mas também não vive sem. Aquele amigo que mudou para o outro lado do mundo mas você não pensa duas vezes antes de pegar o carro, o ônibus ou o avião e fazer uma visita. Só olhar para ele, sentar ao lado, ouvir a voz, faz tudo ficar mais feliz. Algumas pessoas simplesmente valem a pena. Queria saber onde é que está aquele tipo de namorado que você não veste para se exibir mas despe para provar só pra si mesmo o quanto é feliz. Que você não desfila ao lado, mas leva dentro do peito. Que você não compra, consome, negocia ou contrabandeia. Mas se surpreende quando ganha de presente da vida. Aquele tipo que você não usa para ser alguém e justamente por isso acaba sendo uma pessoa muito melhor. Não culpo pessoas, lugares e sentimentos que se vendem e muito menos me culpo por viver pra cima e pra baixo com minha sacolinha de degustações frugais. É o nosso mundo moderno cheio de tecnologias e vazio de profundidades. Mas hoje, só por hoje, vou sair de casa sem minha bolsa. Vamos ver se acabo conhecendo alguém impagável.''

domingo, 12 de setembro de 2010

Sans toi


Até onde podemos ir? Até o limite do suportável. Um belo dia, depois de inúmeras repetições do mesmo erro, a gente desiste. Com tristeza pela perda, mas com alegria pela descoberta, diz pra si mesmo: cheguei até aqui.
E, então, a vida muda.
Hoje é um daqueles dias estranhos. Não tô achando a vida nenhuma maravilha... Mas isso é bem normal, não? Amanhã acontece alguma coisa e de repente acho que vou ficar bem pra sempre. Acho que é assim com todo mundo.

sábado, 11 de setembro de 2010

Percebo então


E, de repente, ás 00:16 da madrugada, você se pega recapitulando os últimos meses vividos. E percebe que não adiantou chorar, se contorcer, prometer coisas que você até poderia ter realizado, mas que não mudariam nada. Percebe, que forçou algo que, provávelmente, não deveria acontecer. Jogando fora todo o respeito que conquistou nos últimos anos de independência e resultados positivos obtidos em todos os seus projetos simplismente porque ignorar (ou ao menos tentar) alguém que, até então, era uma das pessoas mais importantes pra você no mundo, mas que negou-se a te dar doce antes do jantar, parecia mais importante do que cultivar a nossa amizade. O mais engraçado é que eu não mudaria muitas coisas. Talvez nada. O que é estranho. A atitude passiva diante de todas as minhas ignorâncias, a compreensão e a receptividade do alvo do meu desprezo/ atenção nas vezes em que eu parecia me arrepender de afastá-lo só faziam crescer meu respeito, admiração e amor (sim, porque não amor?). Esquisito como nada parece ter mudado a minha cabeça/ coração/ reações quimicas ou seja lá o que for responsável por esse sentimento. O desejo de vê-lo ainda é intenso e a saudade comove ao ponto de encher meus olhos d'água quando lembro de coisas antigas. Mas o que predomina agora é a calma. A gente aprende a lidar com desejos. Sofremos, é verdade, como o ratinho privado de água no laborátorio. Aumentamos nosso número de respostas em um primeiro momeno, mas a extinção acaba chegando. O que sobrou depois do luto elaborado (Juliana me bateria depois disso) foi o desejo de tê-lo por perto, apesar da consciência de que agir para que isso aconteça seria apenas ser mais leviana do que nos últimos tempos. O que sobra, depois de calmadas as palpitações, do tempo de reflexão, é perceber-se em uma felicidade gostosa ao receber boas notícias. Ter ciência de que todas as coisas em sua vida caminham de modo que nada o decepcione e que, desejo que seja muito feliz porque isso me faz feliz. Para além de toda a paz e o conforto por sabê-lo bem, fica a certeza de não ter existido melhor pessoa para entregar meu coração do que ele.
Já diria o Eduardo que os sentimentos nunca morrem. O que vai embora é a forma de lidarmos com ele.

Me perdoe. Amo você.