
E, de repente, ás 00:16 da madrugada, você se pega recapitulando os últimos meses vividos. E percebe que não adiantou chorar, se contorcer, prometer coisas que você até poderia ter realizado, mas que não mudariam nada. Percebe, que forçou algo que, provávelmente, não deveria acontecer. Jogando fora todo o respeito que conquistou nos últimos anos de independência e resultados positivos obtidos em todos os seus projetos simplismente porque ignorar (ou ao menos tentar) alguém que, até então, era uma das pessoas mais importantes pra você no mundo, mas que negou-se a te dar doce antes do jantar, parecia mais importante do que cultivar a nossa amizade. O mais engraçado é que eu não mudaria muitas coisas. Talvez nada. O que é estranho. A atitude passiva diante de todas as minhas ignorâncias, a compreensão e a receptividade do alvo do meu desprezo/ atenção nas vezes em que eu parecia me arrepender de afastá-lo só faziam crescer meu respeito, admiração e amor (sim, porque não amor?). Esquisito como nada parece ter mudado a minha cabeça/ coração/ reações quimicas ou seja lá o que for responsável por esse sentimento. O desejo de vê-lo ainda é intenso e a saudade comove ao ponto de encher meus olhos d'água quando lembro de coisas antigas. Mas o que predomina agora é a calma. A gente aprende a lidar com desejos. Sofremos, é verdade, como o ratinho privado de água no laborátorio. Aumentamos nosso número de respostas em um primeiro momeno, mas a extinção acaba chegando. O que sobrou depois do luto elaborado (Juliana me bateria depois disso) foi o desejo de tê-lo por perto, apesar da consciência de que agir para que isso aconteça seria apenas ser mais leviana do que nos últimos tempos. O que sobra, depois de calmadas as palpitações, do tempo de reflexão, é perceber-se em uma felicidade gostosa ao receber boas notícias. Ter ciência de que todas as coisas em sua vida caminham de modo que nada o decepcione e que, desejo que seja muito feliz porque isso me faz feliz. Para além de toda a paz e o conforto por sabê-lo bem, fica a certeza de não ter existido melhor pessoa para entregar meu coração do que ele.
Já diria o Eduardo que os sentimentos nunca morrem. O que vai embora é a forma de lidarmos com ele.
Me perdoe. Amo você.